É URGENTE !
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Terça, 06 Janeiro 2009

 

 É URGENTE VALORIZAR OS NOSSOS POETAS !

Maria Estevão é A.A.Educativa na nossa escola. Faz como ela, ama a vida, aprende com a poesia. Fica atento aos que te rodeiam ... Os outros existem, não são um número, não são coisas. É urgente aprender.

É URGENTE !

É urgente deixar...
O lado falso da vida!
Saber ouvir sem pavor
O grito calado da alma!
Mostrar com vigor
Que não guardamos rancor!
Sem vergonha permitir
O sentimento fluir!
Saber semear amor
Na terra do ódio!
Poder colher rosas
Em vez de espinhos!
Repelir com firmeza
A árvore seca da raiva!
É urgente conseguir
Aniquilar a voz da guerra,
Destronando o impetuoso e sábio
Rei da certeza!
Cortejando alegremente
A inútil e pobre princesa!
É urgente ensinar
A deixar ver o invisivel,
Não tocado p'la dor!
É urgente reconhecer,
Na profundidade mais profunda,
A ténue sabedoria
Que apenas se deixa ver,
Escondida no calor
D'um frio olhar!
É urgente mostrar
Sentimentos sentidos,
Que se encontram retidos
Nos mais recônditos dos rostos
Marcados p'la vida,
Atrozmente sofrida!
É urgente procurar,
Nas mais nobres atitudes,
Aquela que se dá p'lo nome
... julgar!
E que se julga sem ser vista
... chegar!
É urgente parar!
É urgente recomeçar!...

Por: Maria Estêvão

ALçada Baptista
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Segunda, 05 Janeiro 2009

 

 

Morreu o escritor Alçada Baptista
António Alçada Baptista nasceu em 1927 na Covilhã. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, Alçada Baptista tem uma vasta obra literária publicada. Esteve também ligado ao jornalismo e à edição. Foi ainda cronista.

Identificado por muitos como "o escritor dos afectos" e um defensor da liberdade Alçada Baptista foi um dos fundadores da revista "O tempo e o Modo", que marcou gerações. Era ainda editor da Moraes Editora.

Alçada Baptista foi condecorado com a Ordem de Santiago, com a Grã Cruz da Ordem Militar de Cristo pelo Presidente Ramalho Eanes e com a Grã Cruz da Ordem do Infante pelo Presidente Mário Soares.

Inês Pedrosa, directora da Casa Fernando Pessoa, lembrou, em declarações à TSF, o "homem de causas": "Foi um homem de causas, dos direitos do homem e da democracia. Mas temo que seja esquecido enquanto escritor para ser lembrado enquanto pessoa".
 
 De um livro do António Alçada Baptista intitulado "A Pesca à Linha", dele constam uma série de pequenos textos que são mais pequenas histórias nas quais Alçada Baptista, como só ele sabe fazer, aproveita para conversar connosco.
Num desses textos, ele conta como encontrou, entre as suas coisas, um poema de Jorge Luís Borges, intitulado "Instantes".
Diz o poema então:
"Se eu pudesse viver novamente a minha vida
Na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido,
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiénico.
Correria mais riscos
viajaria mais,
contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas,
nadaria mais rios.
Iria a lugares onde nunca fui,
comeria mais sorvetes
e menos favas,
teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui dessas pessoas que viveu sensata
e minuciosamente cada minuto da sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar atrás trataria
de ter somente bons momentos.
Porque, se não o sabem, disso é feita a vida,
só de momentos; não percas o agora.
Eu era desses que nunca
iam a parte nenhuma sem um termómetro,
um saco de água quente,
um guarda-chuva e um pára-quedas;
se pudesse voltar a viver, viajaria mais leve.
Se pudesse voltar a viver
começaria a andar descalço no princípio
da Primavera
e continuaria descalço até ao fim do Outuno.
Daria mais voltas no carrossel,
contemplaria mais amanheceres,
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas vejam lá, tenho 85 anos e sei que estou a morrer."
Já há uns tempos que tenho decidido viver com o menor número de preocupações possíveis. O mais ligeiro que me for permitido. Com brio profissional, sem dúvida, até porque a minha profissão não permite outra atitude mas, sem as ditas preocupações imaginárias (a tais que nos chamam a atenção para o que pode suceder se fizermos isto e aquilo... e se calhar, pode acontecer aqueloutro..., etc).
Cada vez que leio este poema de Borges, dou um passo significativo na minha caminhada.
António Alçada Baptista

DIA MUNDIAL DA TOLERÂNCIA
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Quinta, 04 Dezembro 2008

 

O Dia Internacional para a Tolerância - 16 de Novembro, instituído pela Organização das Nações Unidas, assinala o reconhecimento à Declaração de Paris, assinada no dia 12 deste mês, em 1995,  tendo 185 Estados como signatários. Foi instituído pela Resolução 51/95 da UNESCO.

A Declaração da ONU fez parte do evento sobre o esforço internacional do Ano das Nações Unidas para a Tolerância. Nela os estados participantes reafirmaram a "fé nos Direitos Humanos fundamentais" e ainda na dignidade e valor da pessoa humana, além de poupar sucessivas gerações das guerras por questões culturais, para tanto devendo ser incentivada a prática da tolerância, a convivência pacífica.

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