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UM DOS TRABALHOS VENCEDORES DO 1.º CONCURSO LITERÁRIO
Uma vez ouvi falar no IRAQUE mas não sabia o que era, pensei que era um jogo ou uma marca. No dia seguinte estive no meu P.C e fui fazer uma pesquisa para o meu trabalho de grupo sobre a guerra e vi que o IRAQUE não era um jogo nem mesmo uma marca, mas sim um país onde existe guerra. Nas noticias só ouvia falar em guerra, feridos, mortos, IRAQUE, BAGDAD até disse à minha mãe que nunca tinha ouvido falar tanto numa palavra. Depois quis ir procurar mais sobre o IRAQUE e encontrei uma história de uma rapariga que era órfã. Ninguém podia fazer nada porque tinham medo de morrer ou até de serem ameaçados. Nessa noite sonhei que ia de avião até ao Iraque. Vou contar-vos o meu sonho. Na viagem pensei que era a única pessoa com destino ao Iraque. Mas, quando fui à casa de banho vi uma senhora e duas crianças a tremer de medo e disseram que também iam para o Iraque ter com a família para os trazer para Portugal, porque já tinha morrido um familiar. Depois perguntei-lhe o nome e ela disse que se chamava Arriba que era descendente de iraquianos radicados na Europa há alguns anos. Passadas horas no ar chegámos ao Iraque. Perto do avião a família de Arriba já estava à espera dela. Ela pediu-me que fosse com ela, mas eu disse que não porque tinha de encontrar uma rapariga e tinha de a levar comigo, mas só se ela quisesse. Ela compreendeu e então começámos a chorar, mas ela teve de ir embora antes que o avião partisse. Encontrei a casa destruída, mas um senhor disse-me duas moradas, porque o grupo de orfãos se tinha dividido em dois. Passei ali a noite e acordei com o primeiro raio de sol para ir procurar a rapariga. Encontrei primeiro uma outra rapariga ferida na pé, eu como sabia que era um país em guerra tinha comigo uma caixa de primeiros socorros e ajudei-a. E perguntei onde estavam os pais dela, e ela disse-me que era órfã mas vivia numa casa de órfãos. Eu tive esperança e pedi-lhe que me levasse até lá para eu ver se estava lá a rapariga de que andava à procura. A meio do caminho perguntei-lhe o nome, ela chamava-se Zairvela. Foi-me falando da vida dela no Iraque e eu até descobri muitas coisas. Quando chegámos à tal casa eu olhava para todos os lados e para a fotografia que tinha imprimido do meu PC. Não a encontrei, mas olhei para uma rapariga que estava a olhar para mim. Era ela. Depois ouvi um estrondo, tinha sido eu a cair da cama. Ouvi a minha mãe falar com alguém. Fui até à cozinha e a minha mãe apresentou-me e disse que era a Arriba, a mesma senhora que tinha visto no meu sonho e estava com a menina órfã, e Arriba disse à minha mãe que quando soube que era uma menina órfã chamada Zairvela que nunca tinha recebido uma prenda pediu para a trazer e eu ouvi e dei-lhe a maior prenda que alguma criança possa ter recebido, se tivessem visto a sua cara de felicidade quando a recebeu a minha prenda, ficou tão emocionada que eu nunca esquecerei este Natal nem esta lição. Clube de Jornalismo Texto imaginado e escrito Por: Sara Alexandra Ribeiro-5º1ª
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