| Hallowe'en |
|
|
|
| Quinta, 17 Novembro 2005 | |
|
Ponho-me a caminho da Escola. Chego cedinho. E que vejo eu? Uma figura de sorriso encantador, envolta em diáfanas vestes negras. Era a nossa Telma Gabriel, disfarçada de bruxa. Bem, não fosse a negritude do fato e do chapéu e eu diria que se tratava da Fada do Bem, tão ternurento era o seu aspecto. Mas então e depois? Oh! Céus! Vai de retro, satanás! Desce ás profundezas dos Infernos, Belzebu vagabundo! É que aparece subitamente um Diabo Vermelho, de cornos afiados, cabeleira emaranhada e salpicada de morcegos fosforescentes! Esta sim. Aterrorizava qualquer um. Pulava, gritava, estrebuchava e proferia frases ameaçadoras, num inglês muito "British". Já perceberam de quem se tratava, não é verdade? Pois é. Era a Helena. Helenas há muitas, mas brincalhona e exuberante como a Farinha, não conheço nenhuma. E lá vamos nós a caminho do campo de jogos, onde os alunos, mascarados, nos aguardavam. Mas que espanto! Que ambiente aterrador! Eram bruxas de unhas afiadas, outras cobertas de aranhas, algumas com negros e elaborados chapéus góticos, parecendo desafiar os espíritos malignos lá no alto dos céus. Mas pensam que só havia bruxas? E então os fantasmas olhudos, fantasmagóricos, os elegantíssimos dráculas, os sanguinários vampiros, os monstros monstruosos, os morcegos cambaleantes, ofuscados pela luz do dia, as aranhas enredadeiras, enfim, toda uma série de figuras assustadoras. Assustadoras, mas em ar de festa, pois todos nós estávamos para brincar aos medos. Bem, como entretanto caiu um aguaceiro, enviado talvez pelo Satan, fomos todos para debaixo do telheiro. Improvisaram-se duas mesas de júri, constituído por professores e alunos. Diabo Vermelho, de megafone em punho, ia dando as ordens necessárias. Procedeu-se então ao desfile, arrepiante, mas lindíssimo e o júri viu-se em palpos de aranha para escolher os melhores. Depois da grande reflexão, foi atribuído o 1º prémio às alunas Laura e Bruna, da turma 5º7ª, o 2º lugar aos alunos Carlos Martins e Miguel, da mesma turma e o 3º lugar coube ao grupo de alunas da turma 6º1ª, Jéssica, Inês Gomes e Inês Maria. Foram distribuídos prémios bem catitas, alusivos à data em questão. Os alunos dispersaram, numa algazarra feliz. Descemos ao pavilhão A para avaliarmos as abóboras. Bem! Se, por acaso, olharam para elas com olhos de ver, descobriram, de certeza, olhares marotos e os mais diversos sorrisos: escancarados, irónicos, patuscos, trocistas e, como não podia deixar de ser, amarelos. Eram abóboras a quem os nossos alunos deram alma. E de que forma original! Só mesmo eles! Foram especialmente apreciadas as abóboras dos alunos: Beatriz, do 5º7ª, Sara Roseira e Rui do 6º1ª, Catarina do 5º5ª e Sheila do 6º9ª. Passámos depois aos trabalhos de projecto, que reflectiam o empenho, a criatividade e o entusiasmo dos nossos pequenos. Quanta cor, quanto terror sugerido pelas imagens e frases em perfeito inglês. Ao fim e ao cabo quanta alegria com a festa que era deles e para eles. Valeu a pena! Ah! E já sem falar dos trabalhos a três dimensões. Alguns deles, feitos de materiais reciclados, eram autênticas maravilhas. Se calhar houve uma ajudinha, lá em casa. Mas que mal há nisso? Trata-se de uma conjugação de esforços da Escola e da Família. Mereceram especial atenção os cartazes dos alunos: Raquel e Edilson, do 5º2º, Vanessa do 5º1ª, Margarida do 5º5ª, Rita e Laura Mendes do 5º7ª, Jessica do 5º9ª, Ana Pinto, Sandra Silva e Cássia do 6º3ª, Catarina e Rita do 6º7ª, Gilson do 6º 9ª, Ana patrícia e Catarina do 7º9ª. Quanto aos trabalhos de três dimensões, destacaram-se os seguintes alunos: Raquel do 5º2ª, Joana e Carolina do 5º3ª, Fábio do 5º5ª, Raquel do 5º7ª, Ana Rita e André do 6º1ª, Catarina Isabel, Matilde, Cláudia e Zara do 6º2ª, Ana Catarina do 6º4ª e João Pedro do 6º9ª. É de realçar que todos os participantes, mesmo os que não ganharam prémio, receberam um lindo diploma, comprovativo do seu interesse e entusiasmo por actividades como esta, que convidam à criatividade, ao convívio e até a uma aproximação mais forte entre alunos e professores. Foi muito bom! Valeu! Até para o ano!
Professora Isilda Silva |
| < Anterior | Seguinte > |
|---|
Dia 31 de Outubro. Toca o despertador. Acordo. Lembro-me que tenho que ir à Escola, por causa da festa do Hallowe'en. Abro a janela e espreito o tempo que faz em Sintra, onde moro. Há um nevoeiro espesso que envolve o castelo e lhe dá um ar feérico. Movem-se no céu nuvens caprichosas. Algumas delas, juro por Deus, pareciam bruxas, caldeirões de poções mágicas e até demónios esvoaçantes. Tudo em harmonia com o dia que se festejava.