| Os Chocolates e o Natal |
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| Segunda, 07 Janeiro 2008 | |
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Quem pode resistir? Os chocolates aparecem no Natal, envoltos em roupagens brilhantes, multicolores, que acariciam os olhos, a alma e os sentidos. Entram-nos pela casa dentro quando mulheres elegantíssimas, de ouro vestidas, dizem ao Ambrósio que lhes apetece algo. E o Ambrósio, solícito, apresenta uma pirâmide de suculentos bombons, embrulhados em enrugadinhas folhas de estanho, da cor do sol, escondendo o autêntico sabor dos deuses. Vem depois o casal que, numa sala ampla e confortável, recebe tão bem, tão bem os seus convidados, que até lhes oferece uma cristalina taça de vibrantes "mon chéri" que, num relâmpago, desaparecem, ficando apenas o último, o da cerimónia. Mas mesmo esse, disputado pelo casal, "mon chéri" para aqui, "mon chéri" para ali, vem a ser degustado pelo convidado que se esquecera da chave, se calhar, de propósito. Uma perdição, este chocolate! E então os "Bacci"? Estes são azuis, da cor do céu, semeados de estrelinhas prateadas. Quem resiste a um beijo tão doce, tão cantante, como a própria palavra italiana sugere? Bacci! Bacci! E já agora os "Rafaelos"? branquinhos, angélicos, de coco cobertos, trazendo longínquos sabores e cheiros africanos! Teriam sido a perdição de S. Rafael? E os chocolates belgas? Esses vêm nuzinhos, matizados de branco e castanho. Deviam, talvez, vir vestidos da cor do mar, devido às suas formas caprichosas, lembrando búzios, conchas, estrelas do mar... Imaginem as praias a darem à costa estes doces frutos do mar! Tudo isto faz parte do mundo maravilhoso do chocolate, que dá alento ao corpo e à alma. Ele nasceu nas grandes plantações de cacaueiros no México, na África Equatorial e noutras zonas do mundo, viajando pelas mais diversas e variadas mãos, visitando-nos aparatosamente, coberto de vestes exuberantes, em especial na época de Natal. Ninguém resiste!
Prof.. Maria Isilda Clube dos Amigos da Biblioteca. |
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