Festa na escola PDF Imprimir E-mail
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Segunda, 07 Janeiro 2008

Ora bem! Como os meus "pequenos jornalistas" são alunos muito dinâmicos e resolveram envolver-se na maior parte das actividades propostas para o dia 14 de Dezembro, entendi que devia tecer algumas considerações a propósito do modo como tudo decorreu.

Logo de manhã, no nosso pequeno palco, houve uma enorme variedade de momentos musicais. Ecoou pela sala um "blue", executado pelos professores Filipe, Fernando e Isabel Palha, por eles apelidado de "blue maluco", não sei bem porquê, pois de maluco não tinha nada, o que tinha eram picos de melodias muito variadas, que conseguiram apaziguar a sempre agitada assistência, constituída pelos nossos pequenos.

Um grupo de alunos, orientados pela professora Sónia Pombeiro, cantou afinadamente, num inglês muito British, uma canção de Natal.

As turmas 7º 5ª e 8º 7ª tocaram melodias populares e outras, lidando com um certo à vontade com xilofones, baterias, pandeiretas, etc, tudo em uníssono com os sons profundos do piano da professora Isabel Palha.

O trio de Educação Musical, já referido, em conjunto com vários alunos, tocaram melodias lindíssimas, indo buscar às diversas violas, ao clarinete e ao piano, sons de embalar.

Também o coro da escola marcou a sua presença. Pode dizer-se que está a ficar afinadinho. - Força, malta, que nós gostamos de vos ouvir!

A professora Sónia Peixoto, cantou e encantou, com os seus alunos, cânticos de Natal, que não se ficaram só pelo palco; andaram pela Escola a espalhar o espírito natalício que, por vezes, anda tão arredio, nesta e noutras épocas. É pena, pois segundo palavras de um aluno nosso, " sempre que damos e sempre que amamos, é Natal" .E isso podemos fazê-lo todos os dias.

Também no palco da Escola actuou a turma 6º 6ª, preparada pela professora Helena Farinha. Apresentou o sketch "Estrelinha de Natal", transmitindo a mensagem de dádiva e de generosidade que tudo transforma e encanta. Estiveram lindos, os meninos.

Deixemos o palco e vamos até ao exterior, onde decorreu uma animada gincana, promovida por professores de Educação Física.

Também no pátio da Escola sobressaía uma original árvore de Natal, onde o plástico foi o rei dos materiais.

Sigamos para o pavilhão A. Logo à entrada deparamos com uma árvore de Natal, profusamente enfeitada com cartões alusivos à época e elaborados por alunos motivados pelos professores de Francês. Do tecto ameaçavam cair uns floquinhos de neve natalícia. Que pena não terem caído, de verdade! Seria uma festa!

Nas paredes deste pavilhão encontra-se uma exposição muito interessante de trabalhos sobre o Natal em Portugal e nos países de língua inglesa.

Subindo as escadas, quem não notaria a presença dos Meninos Jesus, cândidos, inocentes, ali, num estábulo deitadinhos, com cueiros ou nuzinhos, feitos por alunos da disciplina de Região e Moral, sob a orientação do professor Jorge Rebelo?

E logo em frente, muito frequentada, abria as portas a Feira dos Minerais. Era uma profusão de fósseis e de minerais em bruto ou trabalhados, de brilho e cores tão variadas, que nem parecia terem sido arrancados à escuridão do subsolo. Havia barites, calcites, âmbar, aragonites, azurites, celestites, quartzos, enfim, e ainda as belíssimas rosas do deserto.

Continuando a deambular pela Escola, fui ter ao pavilhão B. E aí é que era um nunca mais acabar de actividades.

Decorriam os trabalhos de "origami", complicados e misteriosos, mas encantadores; a campanha de Solidariedade, com oferta de cabazes de Natal e venda de bens a preços simbólicos, teve uma grande animação; ao lado, noutra sala, dava-se sangue- técnicos de saúde e gente de boa vontade, de corações unidos, cumpriam um objectivo comum- salvar vidas; ali perto, professores de E.V.T. ensinavam alunos a decorar cartões de Natal com coisas pequeninas, que nos fazem, provavelmente, recordar os Natais da nossa infância - estrelinhas douradas, coraçõezinhas prateados, fitinhas encaracoladas, massinhas pintadas...!; também a Matemática propôs interessantes jogos de raciocínio, apelando ao desenvolvimento do cálculo mental; noutra sala decorria a já tradicional elaboração de "crackers" - eram os rolinhos que circulavam a grande velocidade, as colas que, por vezes, falhavam, as tesouras que acertavam qualquer irregularidade, o garrido do papel crepe de cores vivas e variadas, as pontinhas do cracker que nem sempre saíam  farfalhudas, o enlaçar das fitas que, frequentemente, precisava de uma mãozinha dos professores, e dos alunos do 9.º 1.ª , para que o encaracolado se tornasse gracioso, os rebuçados que os alunos acolhiam com "um brilhozinho nos olhos", a música de fundo, enfim, a animação perfeita.

Tentei fazer uma cobertura simples do que se passou neste dia. Peço desculpa se algo me escapou. Mas isto já é tanto! Que Escola dinâmica nós temos! E ainda falam mal dos professores? Ignorância ou maldade? Gostava de crer que fosse a primeira hipótese.

 

Professora Maria Isilda

 

 

Afinal ainda houve espaço para que alguns pequenos jornalistas fizessem entrevistas a pessoas interessantes.

Aqui vão elas.

 

 

NA FEIRA DOS MINERAIS

 

Tiago - 

   Boa tarde. Posso entrevistá-la?

 

Professora Lurdes F. -  

   Claro, vamos sentar-nos aqui, no sofá.

 

Tiago -

 

       Qual o objectivo desta feira?

 

Professora -

    É dar a conhecer os minerais, fósseis e rochas que existem no nosso planeta. Têm assim oportunidade de ver ao vivo aquilo que só conseguem através de fotografia.

 

Tiago -

   Qual a proveniência destes minerais?

 

Professora -

 

  Alguns vêm de Marrocos, Tunísia, Índia, Brasil, Espanha...

 

Tiago -

 

  Há na feira várias rosas do deserto. Como se formam?

 

Professora -

  São formações minerais, à base de gesso, que decorrem da evaporação da água das chuvas do deserto, em profundidade. Devido ao elevado calor, a água evapora-se e, por capilaridade, surgem estas rosas, constituídas por gesso e areia.

   Diz-se que os ventos cruzados do deserto também têm influência neste processo.

   Estas rosas encontram-se, normalmente, soterradas. Têm que ser retiradas das imensas areias do deserto.

 

Tiago -

   Como aparecem os cristais de quartzo?

 

Professora -

   Levam milhares de anos a formar-se, em profundidade, por arrefecimento muito lento do magma, matéria que existe no interior da Terra e que cristaliza.

 

Francisco -

   Como sabe tudo isto?

 

Professora -

   A minha especialidade é Geologia, que estuda a Terra e todos os seus constituintes.

 

Francisco -

  Quem trouxe todos estes materiais?

 

Professora -

   Há um senhor, de nome Carlos Marques, que há cerca de dez anos enviou para a Escola um pedido de autorização para aqui se fazer este tipo de feira. Nós aceitámos.

 

Tiago -

   Obrigada pelas suas explicações.

 

 

 

Tiago e Francisco - Clube de Jornalismo - 6º 6ª

 

 

 

 

 

 

NA DÁDIVA DE SANGUE

 

 

Francisco -

   Como surgiu esta ideia?

 

Enfermeiro -

   Há já alguns anos, a convite do Conselho Executivo. Agora é o Clube de Saúde que está à frente disto.

 

Francisco -

   Deu muito trabalho vir até aqui e organizar o espaço?

 

Enfermeiro -

   Não.

 

Francisco -

   Houve grande resposta por parte da população?

 

Enfermeiro -

   Infelizmente não, mas em relação a outras escolas, sim. Fizemos a campanha e prevíamos cerca de trinta dadores. Até ao momento (12.30h), vieram apenas dezanove. Apareceram professores e pais de alunos.

 

Francisco -

   Para que serve o sangue que vai ser colhido aqui?

 

Enfermeiro -

   Vai ser estudado. Vai fazer-se a separação em glóbulos vermelhos, brancos, plasma e plaquetas. Só depois de analisado é que pode ser recebido por pessoas que dele necessitem. Os glóbulos vermelhos serão aplicados, por exemplo, a pessoas acidentadas. As plaquetas destinam-se, em princípio, a doentes oncológicos.

 

Francisco -

   Até que idade se pode dar sangue?

 

Enfermeiro -

   Quem dá regularmente, pode fazê-lo até aos 65 anos. Quem dá sangue esporadicamente só poderá doá-lo até aos 60 anos.

 

Francisco -

   Quantos médicos estão envolvidos nesta acção?

 

Enfermeiro -

    Apenas uma médica, pois não esperávamos uma grande afluência.

 

 

 

Francisco - Clube de Jornalismo - 6º 6ª

 

NA SALA DOS CRACKERS

 

 

 


Arthur - 

   Boa tarde. Posso entrevistá-la?

 

Professora Ana Rita -

   Claro.

 

Arthur -

 

   O que é um cracker?

Professora -

   É um objecto em forma de grande rebuçado. Lá dentro pode ter doces ou outros presentes. Quando se abre faz um barulho mais ou menos assim: crrék!

 

Arthur -

   Qual a faixa etária dos alunos que aqui vêm?

 

Professora -

 

   Desde os meninos de dez anos, 5º ano, portanto, até mesmo ao 8º ano. Muito poucos do 9º ano.

 

Arthur -

 

   Por que motivo há sempre tantos alunos nesta actividade?

Professora -

   Penso que será pelos rebuçados, pelo colorido do papel, que muitos associam à cor do seu clube ou ao seu estado de espírito, pelas fitinhas brilhantes com que eles fecham o cracker, dando dois laçarotes, pela música de fundo e pelo convívio com colegas e professores.

 

Arthur -

   Acha que esta actividade vai continuar?

 

Professora -

   Sim. Segundo dizem, todos os anos tem uma grande adesão.

 

Arthur -

   E a professora? Está a gostar de estar aqui?

 

Professora -

   Sem dúvida. Estou a adorar esta actividade, devido ao seu espírito natalício, o de dar um presentinho e conviver com alegria.

 

 

 

 

Arthur - Clube de Jornalismo - 6º 6ª

 

 

 

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