| Do Monte da Lua até Rio de Mouro - Halloween na nossa escola |
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| Segunda, 19 Novembro 2007 | |
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Noite de lua cheia. Desceram às entranhas da serra multidões de lobisomens, fantasmas, vampiros, bruxas, mortos-vivos e outros tais. Ecoam pelo arvoredo risos estridentes, guinchos, o farfalhar do voo dos morcegos e ais assustadores. Enquanto os fantasmas rodopiam em círculo, abanando as longas vestes brancas, os lobisomens vão saindo à procura de belas mulheres; os vampiros afiam os dentes nas rochas, para melhor sugarem as suas vítimas; os mortos-vivos vagueiam à procura dos recônditos lugares da serra e as feiticeiras e bruxas dançam e cantam com uma voz esganiçada, à volta de um negro caldeirão, onde misturam e aferventam mágicas poções. A bruxa-mor solta um grito medonho e comenta: - Aquela gente da Escola Padre (para longe vá o agouro!) Alberto Neto, passa a vida a imitar-nos. Dizem que celebram o Halloween. Temos que agir! - Claro! (Escuro!) - berram todas as outras bruxas ao mesmo tempo. E imediatamente montam nas suas vassouras a jacto, tipo Caça F22 e fumegam pelos céus, no seu trajecto do Monte da Lua (Serra de Sintra) até Rio de Mouro. Houve até cá em baixo quem as ouvisse vociferar: - Let's go! Let's go to Rio de Mouro! Aterraram na Escola e com pós de perlimpimpim tornaram-se invisíveis. Começaram então a apreciar o que se passava: uma profusão de gente assustadora: fantasmas flutuantes, bruxas vestidas de negro ou até de cores vibrantes, com longos cabelos pretos e madeixas brancas, sob os bicos dos chapéus ornamentados das mais diversas formas; também viram monstros terríveis, vampiras, príncipes assombrados, um Harry Potter, esqueletos, mortos vivos, morcegos e até diabos, que as fizeram recuar um pouco, não fossem eles levá-las para o Inferno! Entre tanta gente vinda de outros mundos, sabe-se lá, se de outros planetas, circulavam e falavam professores e alunos, tudo dentro de uma certa confusão. Eis senão quando aparece uma abóbora saltitante, de chapéu cor de laranja, com elaboradas abas largas, topo aguçado, dirigido ao Céu (se calhar a pedir ajuda para colocar ordem naquela confusão), de vestido aos bicos e uns bicudos e longos sapatos pretos de légua e meia (desconte-se o exagero!) e um anel fosforescente. Agarrando no megafone, decidida, pediu silêncio. Não será preciso referir o nome da dita abóbora, mas, pelo sim, pelo não, aí vai ele: a Professora Helena Farinha, pronta a dirigir o espectáculo. Pois é, feitas as apresentações dos professores presentes e do júri, a "abóbora saltitante" disse às figuras do outro mundo para se colocarem em fila, de acordo com os anos que frequentavam nesta Escola, neste mundo. Quando já reinava uma certa ordem, três alunos da turma 6º6ª quiseram fazer uma surpresa e representaram um pequeno sketch alusivo ao evento. Foram muito aplaudidos. Depois seguiu-se o desfile. O júri viu-se em palpos de aranha para atribuir os prémios. É que a maior parte dos concorrentes, tinha-se aprimorado na sua fantasia. Não se pode deixar de referir a turma 5º5ª, da Professora Telma Neves, que teve o maior número de concorrentes: graciosas, doces e exuberantes bruxinhas, fantasmas, dráculas e outros. Também não seria justo se não se citasse uma aluna da turma 7º3ª, a Daniela, vestida de Vampira, mas com classe invulgar. Trajava apenas um fato preto, camisa branca e uma capa esvoaçante, de uma cor fora do comum, um vermelho arroxeado, que contrastava com a negritude do fato. Isto tudo associado a uma postura elegantemente invulgar, a um desfilar altivo, de quem pertence realmente a outro mundo, e que passou por ali completamente alheada da multidão, a caminho das suas trevas. Terminado o desfile, foram anunciados os prémios: Em relação ao 5º ano, ficaram classificados em primeiro lugar o Francisco e o Fábio da turma 5º5ª e a Adriana da turma 5º2ª; em segundo lugar o Pedro e o Fernando da turma 5º9ª e a Júlia da turma 5º11ª; em terceiro lugar colocaram-se o Rafael da turma 5º6ª, assim como a Raquel e a Ana da turma 5º5ª. No 6º ano houve participantes mas ninguém arrecadou qualquer prémio. Quanto ao 7º ano, classificou-se em primeiro lugar a Daniela da turma 7º3ª, em segundo lugar a Armanda, Patrícia e Carolina, da mesma turma, e em terceiro lugar a Ana, Sara e Vanessa, também da turma 7º3ª. Foram distribuídos os respectivos prémios e todos ficaram contentes. Já era hora de almoço e os alunos debandaram. Os professores seguiram para o pavilhão A para procederem à avaliação dos trabalhos expostos. Alguns sentiram um ligeiro arrepio. É que as bruxas do Monte da Lua também quiseram espreitar a exposição e embora ninguém as visse, elas seguiram os passos das professoras e entraram no pavilhão A. Começou a apreciação dos cartazes. Havia ali muita técnica, criatividade, entusiasmo e vontade de fazer bem. Os trabalhos da Mafalda e da Sara da turma 9º2ª mereceram o primeiro lugar; seguiram-se os da Rita e Adriana, também da turma 9º2ª. Depois destacaram-se trabalhos muito interessantes, como por exemplo os dos seguintes alunos: Ana Brás do 5º3ª, Cláudia, Lídia e Marisa da turma 6º2ª, André da turma 6º3ª, João e Elsa do 6º6ª, Alexandra Raquel Lopes do 5º5ª, Carolina Dias do 7º6ª. Saltava à vista o engenhoso trabalho da turma T3E (CEF), exuberante, irónico, enfim, espectacular. Há que referenciar ainda os bookmarks suspensos e atraentes elaborados pelas turmas 6º2ª, 7º4ª, 7º6ª e 8º1ª, Passando aos trabalhos de três dimensões, chegou-se à conclusão de que os nossos alunos são realmente engenhosos e muito imaginativos. Desde os espanta- -espíritos, giríssimos até às bruxas, fantasmas e diabos, estava tudo deslumbrante. Foram, portanto, atribuídos prémios vários: ao Elton Tavares, da turma 5º2ª, às turmas 5º1ª e 5º3ª pela sua representação total nos espanta espíritos, ao Fábio Amaral e à Ana Margarida da Turma 5º5ª, à Marisa, Cláudia e Lídia da turma 6º2ª, à Laura M. da turma 7º3ª, à Inês Oliveira e Nuno Gonçalves, da mesma turma, à Carolina Dias e Alexandra Barrela, da turma 7º6ª e à Filipa Bandeira da turma 6º 10ª. Mas ainda há mais. E então as abóboras? Que gracinha! Transformadas das mais diversas maneiras: em bebés, em velhinhas, em carantonhas de farto e colorido cabelo, em sedutores de bigodes retorcidos como os do pintor Dali, enfim, em tudo que os nossos alunos fantasiaram, nas suas cabecinhas. Todas elas tinham, no entanto, um traço comum: um sorriso aberto e feliz. É claro que as melhores foram premiadas: a da Joana Cunha do 6º1ª, a da Filipa do 6º6ª, a do David do 6º10ª, a da Adriana da mesma turma, e a da Maria Cristiana do 7º3ª. Terminado este trabalho de apreciação, em que se sentiu, por vezes, a presença das bruxas, que quiseram ver tudo, houve quem as ouvisse comentar: - Sim, Senhor! Temos que enfeitiçar o homem das fotografias (o Professor Carlos Pinheiro) para ficarmos com imagens desta festa. E se no próximo ano voltássemos cá, sem pós de perlimpimpim e participássemos no desfile? É que isto é muito divertido! Os alunos estão de parabéns e os professores também. E lá se foram montadas nas suas vassouras voadoras até ao Monte da Lua, ou seja, até à serra de Sintra, onde vivem em paz e sossego, pois poucos se atrevem a interromper os seus rituais nocturnos. E a Escola continuará a celebrar esta tradição e talvez tenha coragem para convidar as estranhas visitantes a alinharem nesta festa, onde se verifica que, muitas vezes, se aprende enquanto se brinca. Em jeito de conclusão deve ser referido o facto de todos os participantes receberem um gracioso diploma, elaborado pela Professora Telma Neves, para que nunca se esqueçam de que a Escola se preocupa com eles e para mostrarem à família e aos amigos. Também não se pode deixar de tecer um grande elogio aos Professores de E.V.T, Rogério e Ana Hormigo, que tão bem souberam tirar partido das características dos trabalhos, conferindo-lhes o devido realce, colocando-os no sítio certo, com harmonia e graciosidade, resultando numa exposição belíssima. Por último, uma palavra de apreço para os alunos do 9.º 1.ª, que colaboraram na organização das filas para o desfile. Para o ano haverá mais. Até lá! (se ainda cá estiver)
Prof. Maria Isilda |
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