Formação CIF PDF Imprimir E-mail
Avaliação de Utilizador: / 3
PiorBom 
Terça, 19 Junho 2007

Nos dias 16 e 25 de Maio do presente ano, realizou-se  no Centro Lúdico das Lopas, no Cacém e no Auditório Municipal António Silva, também no Cacém, um encontro formativo  subordinado ao tema "CIF um novo paradigma de avaliação das NEE(Necessidades Educativas Especiais)".
 Esta formação, promovida pelo CAE(Coordenação da Área Educativa) de Lisboa Ocidental e pelo Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Rio de Mouro, Padre Alberto Neto, teve como destinatários  os docentes e técnicos que trabalham na área de Educação Especial, nos concelhos de Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra, bem como dos respectivos Órgãos de Gestão.

 

A Acção de Formação teve como objectivo dar a conhecer a CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde, enquanto modelo conceptual na avaliação e intervenção das Necessidades Educativas Especiais. Para tal  contou com a presença da Drª Maria da Graça Barreto Leal Franco que, ao longo da acção foi apresentando os objectivos e os aspectos estruturais da CIF, bem como explicitando os conceitos a ela associados, de forma a permitir a compreensão do modelo subjacente.
 
 Pretendeu, de igual modo, dar a conhecer instrumentos e a forma de operacionalizar a aplicação da CIF, no processo de avaliação dos NEE, com recurso às equipas pluridisciplinares, implicando o envolvimento e contributo de profissionais de diferentes áreas.

A CIF,  Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, pertencente à "família" das classificações Internacionais, desenvolvidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), foi aprovada para utilização internacional em 22 de Maio de 2001. Tem uma aplicação universal, permitindo descrever situações relacionadas com a funcionalidade do ser humano e as suas restrições.
Esta, estrutura a informação de maneira útil, integrada e facilmente acessível, possibilitando uma avaliação dinâmica, interactiva e multidimensional do indivíduo.
A sua aplicação implica o envolvimento e o contributo de profissionais de diferentes áreas, facilitando a comunicação intersectorial, ao utilizar uma linguagem unificada e padronizada, e uma estrutura de trabalho comum para a descrição da saúde e dos estados relacionados com a mesma.

Para que esta possa ser implementada terão de ser activados os mecanismos necessários para a constituição de uma equipa pluridisciplinar. As equipas deverão ser constituídas a partir das necessidades específicas de cada individuo.
A complexidade deste novo instrumento/recurso vai exigir, de todos os intervenientes, grande empenho, trabalho e mais espaços de reflexão entre os muitos técnicos e sectores da nossa sociedade.

Esta nova exigência de constituição de equipas pluridisciplinares, actualmente, é difícil de concretizar, uma vez que  não existem os técnicos necessários para a sua formação.

Neste sentido é prioritário a promoção de formação no âmbito da CIF de forma a permitir uma aplicação mais consentânea. Esta foi já uma tentativa de promover e chamar a atenção para a necessidade de implementar formação a este e outros níveis.

Podemos sempre seguir dois caminhos,  ou nos acomodamos e só reagimos criticando e desesperando por falta de orientações específicas, ou procuramos encontrar respostas (sem que isso signifique submissão), organizando e promovendo, num espírito de partilha constante, espaços de reflexão e formação!

Só partilhando conseguimos evoluir!!!




Seguinte >