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Às dezanove e trinta todos nos concentrámos no pátio da escola. Eis que chega a camioneta da Junta de freguesia de Rio de Mouro. Todos embarcamos nela, rumo a Sintra,para irmos ao teatro. Estávamos felizes, convivendo uns com os outros e tirando fotografias. Chegados a Sintra, descemos e seguimos a pé até ao teatro. Felizmente que não choveu nesse espaço de tempo, porque durante o dia esteve mesmo um dia de Inverno. Uma vez lá chegados, encaminharam-nos para uma sala, onde nos acomodámos, cada um na sua cadeira frente ao palco. E eis que começa a peça. Linda!Fiquei logo maravilhada com o vestuário que os actores envergavam. Século XVI. Auto da Índia não é nada mais nada menos que uma cópia do adultério que existia no seio familiar, quando o marido se ausentava para terras distantes à procura de fortuna, só regressando ao fim de alguns anos, e tão pobre como quando dali partiu. Na sua ausência,a esposa, nova, bonita, com o sangue a ferver não se contém e começa a aceitar propostas de outros homens, que sabendo da ausência do marido não perdem tempo em a ir procurar, e com seus galanteios a levam à perdição. E ela não só engana o marido,como engana os próprios amantes, ocultando as suas relações uns dos outros. Quando o marido regressa, esta faz-se muito santinha, chorando de saudades deste, e que desde que partiu nunca mais saiu de casa esperando por ele. E o "bobão" acreditou em tudo. Enfim, Gil Vicente nesta peça mostrou ao mundo a verdade da vida de muita gente. Terminou o teatro, saudámos os actores, tirámos algumas fotos com eles e regressámos à escola na mesma camioneta da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, onde cada um seguiu rumo a suas casas. E assim terminou a nossa ida ao teatro. Maria Custódia Pereira, Turma G No dia 24 de Novembro de 2006 vários alunos do 3º ciclo do Ensino Recorrente da nossa escola foram ao teatro. Esse dia apresentava-se chuvoso e com um pouco de vento, mas nada impediu a partida, nem mesmo a chegada atrasada do autocarro. Apesar do mau tempo que se fazia sentir, este mudou e deu lugar a céu limpo, com as ruas lavadas pela água da chuva. A viagem de autocarro foi curta, mas ainda tivemos de andar um pouco a pé, coisa que a muitos agradou. Assim que entrámos no teatro fomos para a sala onde a peça iria decorrer, após termos recebido bilhete de entrada, que guardo como recordação. Já na sala, e sentados nas cadeiras, tivemos de esperar algum tempo pelo início da peça, única coisa à qual dou ponto negativo. A peça foi bastante cómica e a actriz principal em muito me lembrou a minha amiga Ana, a quem deixo um beijo e tiro o chapéu pela excelente pessoa que é. A primeira parte da peça foi a melhor, apesar de custar um pouco a compreender a linguagem. A segunda parte explicou aquilo que não se tinha percebido antes devido aos termos linguísticos usados. A destacar ainda um actor ter mandado um piropo à irmã de uma colega, o que a fez corar e teve como efeito pôr o resto do auditório a rir. No final da peça conversou-se um pouco com os actores e tiraram-se fotos. Eles foram muito simpáticos em aceder aos pedidos e falar com todos. Já no autocarro, de volta à escola, nada que valha a pena frisar aconteceu e cada um foi para sua casa. Esta foi a nossa visita de estudo ao Teatro Meia-Lua que, apesar de pequeno, tem grandes actores e funcionários, que nos fizeram sentir bem-vindos à sua "humilde casa". Deixo saudades e espero um dia lá voltar. Rui Bastos Turma G |