25 DE ABRIL PDF Imprimir E-mail
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Quarta, 07 Junho 2006

UMA DATA

UM DIA

UMA REVOLUÇÃO

cravo

 

Quisemos saber qual a razão do feriado a 25 de Abril e fomos fazer uma pesquisa na Internet. Consultámos a Wikipédia e com a ajuda de outras informações recolhidas junto de professores e Lexicoteca, chegámos à seguinte conclusão:

O 25 de Abril passou a ser em Portugal o " Dia da Liberdade", feriado nacional, a partir do ano de 1975.
No dia 25 de Abril de 1974, um grupo de oficiais, na maioria Capitães, fez um levantamento militar que derrubou o regime político que vigorava em Portugal desde 1926.
Este levantamento militar teve imediatamente a completa adesão da população, em especial na cidade de Lisboa, que saíu às ruas apoiando e aclamando os militares.
Para entendermos estes acontecimentos, temos de ir um pouco atrás na História até outro golpe militar em 28 de Maio de 1926, que acabou com o que se denomina A Primeira Républica, regime que vigorava desde 5 de Outubro de 1910, data em que José Relvas o anunciou da varanda do edificio da Câmara de Lisboa.
Em 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista, modelo de governação nascido em Itália, com Mussolini ( a palavra italiana "Fascio" quer dizer aliança, federação ) que teve seguidores na Alemanha com Hitler, em Espanha com Francisco Franco e em Portugal com Oliveira Salazar. Regime que se cimentou sobretudo a partir da Constituição de 1933.
Oliveira Salazar manteve-se no poder até 1968, ano em que sofreu um acidente, tendo sido substituído na sua função de Presidente do Conselho de Ministros por Marcelo Caetano que dirigiu o país até à Revolução dos Cravos -  25 de Abril de 1974.
Este regime autoritário teve após a 1ª Guerra Mundial o alimento proveniente do caos em que ficou a Europa, depois de uma guerra destruidora em que as economias se ressentiram.
Sob o governo de Oliveira Salazar, Portugal foi considerado uma ditadura onde havia eleições mas que a oposição e os observadores estrangeiros consideravam fraudulentas.
Este regime, que durou cerca de 50 anos, impôs-se através das perseguições políticas, da censura e da opressão.
A economia portuguesa alicerçava-se nos produtos vindos das colónias em África, o chamado Ultramar. Portugal, ao contrário dos restantes países europeus que tinham dado independência às colónias, manteve uma política
de força impondo-se aos povos africanos. Estes povos, que não desejavam a presença de Portugal, a partir dos anos 60 revoltaram-se combatendo  Portugal na chamada Guerra Colonial.
Esta política e esta economia fizeram de Portugal um país pobre, o que estimulou a emigração para França e outros países da Europa.
A revolta militar de 25 de Abril de 1974 começou a ser preparada em Bissau em 1973 e no dia 24 de Março de 1974 houve a última reunião clandestina onde foi tomada a iniciativa de derrubar o regime autoritário.
No dia 24 de Abril sob o comando de Otelo Saraiva de Carvalho é dada voz à revolução através da transmissão pelos Emissores Associados de Lisboa da canção E Depois do Adeus, cantada por Paulo de Carvalho, da transmissão às 0h20m da canção Grândola Vila Morena, de José Afonso que confirmou a data para o golpe militar.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção consertada.
O cravo tornou-se o símbolo da revolução de Abril. As pessoas juntaram-se nas ruas a apoiar os soldados e, segundo consta, uma florista, que ia levar cravos para a inauguração de um hotel, colocou um cravo na espingarda de um soldado. Este gesto fez com que os populares agarrassem os cravos e os distribuíssem pelos soldados que os colocaram nos canos das espingardas.
Com esta revolução Portugal conquistou a liberdade perdida que passou a manifestar-se em eleições livres e democráticas.
 

Recolha de informação Clube de Jornalismo
 
Inês Ramos - 6º. 1ª.

Margarida Esteves - 6º. 1ª.

 

25 de abril


 

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