Um Colóquio Exemplar
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Segunda, 10 Dezembro 2007

No dia 7 de Dezembro aconteceu na nossa escola um colóquio inesquecível, onde a magia, a ternura e o  saber estiveram de mãos dadas.
A convite da professora Leonor Amaral, chegaram ao CRE duas personalidades da nossa terra, para falarem, entre outras coisas, do Padre Alberto Neto e de escritores nascidos em 1907: Miguel Torga, Jorge Dias e Carlos Queiroz. Trata-se dos professores universitários Fernando Catarino e José Manuel Cymbron.
Os dois conversaram informalmente com alguns colegas, que tiveram a oportunidade de ir até ao CRE.
Formou-se depois a mesa, constituída pelos convidados, pelo Presidente do Conselho Executivo, pelo coordenador da Biblioteca e pelo presidente da Assembleia de Escola, que desempenhou nas funções de moderador.
O Presidente do Conselho Executivo deu as boas vindas aos oradores e agradeceu a sua presença.


Em seguida ocorreu um enternecedor momento musical: alunas da  turma 6.º 4.ª cantaram, com a candura própria da sua idade, o poema "Aprender a estudar", de Ary dos Santos. É um poema que vai, de certeza, ao encontro do modo como o Padre Alberto Neto veria a aprendizagem. E como diz o poema, ela apresenta, além de outras tonalidades, a magia de "... saber ajudar os outros, viver com os outros.... repartir, dar.... e pensar".


O professor Fernando Catarino, grande homem e grande ecologista, apreciou este momento e divergiu depois para a análise de alguns aspectos da vida do nosso patrono, que viveu em tempos conturbados. Teria sido, segundo o professor, tal como o padre Felicidade, um "adiantado mental". O Padre Alberto Neto era um defensor da liberdade e dos direitos humanos. Deu - o  muitas vezes a entender, nas homilias que proferia na capela do Rato e em Rio de Mouro. Foi um professor exímio, amado pelos seus alunos, que se rendiam às suas palavras e à sua música; foi enfim, um homem com H grande, mas que infelizmente, apanhado no turbilhão dos tempos , morreu em circunstâncias estranhas, que nunca chegaram a ser desvendadas.
Fernando Catarino revelou ainda que o nosso padre privara com Miguel Torga. A propósito, recordou, de uma forma sábia, alguns aspectos da poesia deste autor, analisando o poema "Pois eu gosto de crianças". Referiu também escritores como Jorge dias, Júlio Resende e outros.
Continuando o seu discurso fluente, simples e cheio de vivacidade, cativou a audiência falando sobre um dos temas do colóquio -  o nosso património natural. Citou então a floresta mediterrânica, a sobrevivência nesta zona, do castanheiro, do carvalho rasteiro, a importância da sustentabilidade da paisagem e da conservação da biodiversidade. Foi uma linda lição ecológica.
A este convidade seguiu-se o grande professor universitário José Manuel Cymbron, para dissertar sobre o património cultural e urbano.
Começou por estabelecer uma ligação entre os três escritores já citados. Referiu algumas reflexões do Padre Alberto Neto: "... a única certeza que o educador pode ter, é de que , nas questões da vida, do amor e de todos estes grandes mistérios vitais, a grande sabedoria é a capacidade de procura e de pesquisa permanente (...)" .
Foram declamados e analisados poemas de Carlos Queiroz e Miguel Torga, imbuídos de reflexões sobre a infância e o verdadeiro espírito de Natal, partilhados certamente pelo nosso patrono. Viveram-se aqui momentos muito belos.
Depois o orador apresentou textos de Jorge Dias - idílicos, bucólicos, sugerindo cenas do passado, como, por exemplo, a ida dos saloios desta zona para Lisboa, com os seus carros de bois carregados de produtos da terra.
Continuando a sua "aula", o professor referiu a concentração enorme de património construído em Sintra: palácios, palacetes, conventos, museus... salientou ainda a presença da vasta floresta, da serra, do mar, um maravilhoso ambiente mágico, difícil de encontrar em qualquer outro lugar do mundo, que inspirou poetas como Lord Byron e outros.
A propósito de poetas, toda a gente cantou, com uma grande emoção, o poema de Florbela Espanca "Ser Poeta ".
E a sessão terminou com o agradecimento aos convidados, feito pelo Presidente do Conselho Executivo e a audição do Hino de Haydn, " A Criação do Mundo" .
A reflexão sobre a criação das sementes, que geraram árvores, que fizeram brotar flores, que exalaram o seu perfume, que deram frutos, sombra e frescura, poderia transportar-nos a Sintra.
E não fosse o esvoaçar da música, como um pássaro mensageiro, a encher a sala, acordando os corações de quem a ele se entregava, poder-se-ia ouvir o silêncio.
Foi sublime.

 

Professora Maria Isilda
Corta-Mato escolar
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Segunda, 10 Dezembro 2007

Pelas 9.00h da manhã do dia 29 de Dezembro, reinava grande animação no pátio da nossa Escola.
É que estava quase a começar um evento desportivo de grande importância - o corta-mato.
Havia alunos vestidos com os novos equipamentos, devidamente identificados, professores junto aos lugares de vigilância, tanto na partida como ao longo de todo o percurso, alunos por todo o lado, para apoiarem os colegas participantes. Muitos subiram até ao monte a fim de poderem observar melhor as partidas e as chegadas à meta.
Apareceu também, depois, uma ambulância, para o caso de haver qualquer acidente.
Quando tudo estava mais ou menos organizado o professor José M. Rosa deu o sinal de partida aos alunos do escalão A feminino e depois aos do mesmo escalão, masculino. Eram os alunos mais novos, nascidos em 1996/1997. O seu percurso era relativamente curto, atendendo à idade. Seguiram-se os outros escalões B, C e D, de acordo com as idades.
O percurso foi sendo cada vez mais difícil, por se tratar de alunos mais velhos.
Nem sempre houve, entre os participantes o melhor espírito desportivo. Por vezes observaram-se atropelos e tentativas de cortar caminho, apesar de haver professores em todos os pontos estratégicos e dois agentes da Escola Segura.


Duas professoras andaram ao longo do percurso a distribuir um chá ou café quentinhos aos vigilantes, pois fazia um certo frio.
Todos os alunos que correram tiveram o direito a um lanchinho e um pequeno presente. Os que obtiveram melhores classificações receberam também um troféu, uma taça prateada ou dourada. Os alunos que correram em equipa ganharam medalhas.
A entrega dos prémios ocorreu junto ao pavilhão D, onde os alunos  subiam a um pódio, para serem fotografados e aplaudidos.
Foi afixada neste mesmo pavilhão a lista das classificações de todos os que participaram no evento.
Logo de seguida os alunos abandonaram o local, muito felizes , uns porque participaram e outros porque observaram um  espectáculo giro e motivante para o desporto e exercício físico.
Alguns vencedores foram entrevistados por alunos do Clube de Jornalismo.


Clube de  Jornalismo
Tiago - 6.º 6.ª
Nuno - 6.º 6.ª
Arthur - 6.º 6.ª
Francisco - 6.º 6.ª

Corta-Mato escolar - Interno
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Segunda, 19 Novembro 2007

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Dia 29 de Novembro, pelas 9 horas, realiza-se o corta-mato interno, que vai qualificar os participantes da escola no corta-mato concelhio. Inscreve-te junto do teu prof. de Educação Física.

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