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O Santo Popular A figura de Santo António merece um carinho especial dos portugueses, mas também de outros povos. No nosso país, este carinho é particularmente dedicado e constitui uma antiga tradição nos bairros mais antigos de Lisboa, particularmente no de Alfama, junto à Sé, onde o Santo nasceu. É lá que se encontra a igreja a ele dedicada e que terá sido a casa onde nasceu. É, pois, em Alfama que se vive uma devoção popular firme ao longo dos séculos, particularmente por ocasião do dia 13 de Junho. A festa e a vivência estendem-se pelas ruas e pelas casas: erguem-se altares ao Santo, onde este ocupa um espaço de destaque, que seja uma figura de barro ou de pedra, recente ou antiga. Muitas vezes são construídos pelas próprias crianças e erguidos à porta de casa ou ao cimo de alguma escada das muitas que galgam a encosta... Outras vezes, na janela de casa marca uma presença para toda a rua permanecendo visível durante todo o tempo da festa. A data de 13 de Junho é ainda marcada com alguns momentos especiais, como a procissão que percorre Alfama, em que o Santo é levado com grande honra pelas ruas do bairro; entretanto, no dia 12 já se realizaram os casamentos de Santo António (na sequência da tradição do santo casamenteiro), uma grande festa popular em que vários casais de poucos recursos de diversas freguesias da capital casam, sendo o enxoval oferecido por várias casas comerciais da cidade - pequenos milagres que se repetem todos os anos. Por toda a cidade se canta e dança, e na noite de 12 para 13 as marchas populares desfilam na Avenida de Liberdade, num festival de música, cor e juventude, em que cada freguesia procura ser a melhor.  
Clube de jornalismo: André Tiago Pereira 8º9ª
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